Dez teses sobre a política | Por Jacques Ranciére

Dez teses sobre a política
Por Jacques Ranciére
  1. A política não é o exercício do poder. A política deve ser definida por ela mesma, como um modo de agir específico posto em ação por um sujeito próprio e realçando uma racionalidade própria. É a relação política que permite pensar o sujeito político, e não o inverso.

[…]

Perde-se aquilo que é próprio da política, se a pensamos como um mundo vivido específico. A política não poderia ser definida por nenhum sujeito que lhe preexistisse. É na forma mesma de sua relação que deve ser buscada a “diferença” política que permite pensar seu sujeito. Se retomamos a definição aristotélica de cidadão, vemos que há o nome de um sujeito que se define por um fazer parte de um modo de agir e ao sofrer que corresponde a esse modo de agir. Se há algo próprio da política nós o vemos por inteiro nessa relação que não é uma relação entre dois sujeitos, mas uma relação entre dois termos contraditórios pela qual se define um sujeito. A política desaparece quando desfazemos esse nó de um sujeito e uma relação. É isso que se passa em todas as ficções especulativas ou empiristas, que buscam a origem da relação política nas propriedades de seus sujeitos e nas condições de sua reunião. A questão tradicional: “por qual razão os homens se reúnem em comunidades políticas?” é já sempre uma resposta, e uma resposta que faz desaparecer o objeto que ela pretende explicar ou fundar, seja a forma do fazer parte político, que desaparece no jogo dos elementos ou dos átomos de sociabilidade.

  1. O próprio da política é a existência de um sujeito definido por sua participação em relação aos contrários. Apolítica é um tipo de ação paradoxal.

[…]

  1. A política é uma ruptura específica com a lógica da arkhé [‘o princípio’]. Ela não supõe simplesmente a ruptura da distribuição “normal” das posições entre aquele que exerce uma potência e aquele que a sofre, mas uma ruptura na ideia das disposições que tornam “próprias” tais posições. (Continua…)
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